Últimas Exposições

NUNO GODOLPHIM
fotográfo e documentarista

RETRATOS DO CRISTAL
(Novembro e Dezembro de 2010)

Fragmentos para uma memória do presente.

Ensaio fotográfico sobre o cotidiano do bairro homônimo realizadas durante a pesquisa para a confecção do livro “Memórias do Cristal” promovido pela prefeitura de Porto Alegre.

O ensaio faz uma etnografia fotográfica sobre a diversidade social do bairro, mapeando os distintos grupos sociais que compõem a sua população, demarcando seus territórios e revelando a sua grande disparidade social, onde um bairro de classe média alta, favelas com mais de 40 anos, relativamente estruturadas, e ocupações recentes convivem no seu dia a dia.

Em paralelo as imagens evocam o passado de mobilização da antiga associação de moradores que no final do governo militar e durante o início da nova república se organizavam num movimento popular vigoroso que, lutando por regularização fundiária, saneamento básico e melhores condições de vida, acabou por formatar um modelo de participação social e controle sobre as ações do poder executivo municipal. Foi deste movimento que surgiu o projeto do orçamento participativo adotado pelos governos populares e que até hoje vigora na cidade.

Na versão aqui apresentada temos uma rápida visão dos personagens que compõem o panorama humano do bairro.

ANGELA MARIA DE SOUZA
integrante do NAVI

MOVIMENTOS: Formas, cores, gestos e musicalidades no Movimento Hip Hop da Grande Florianópolis.
(Agosto, Setembro e Outubro de 2010)

JOÃO CARLOS ALMEIDA
integrante do Núcleo de Estudos Arte, Cultura e Sociedade na América Latina e Caribe (MUSA)

O patrocínio no Itsatxi
(Maio e Junho de 2010)

MATHEUS ACOSTA DALLMANN
graduando de Ciências Sociais da UFSC

A pedagogia do MST: Os Sem-Terrinha
(Abril de 2010)

Sinopse:

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-terra, tem mais de 25 anos. Hoje adultos, crianças das primeiras ocupações, realizam trabalhos de base e fomentam a luta pela função social da terra. Vivenciamos um momento de extrema criminalização do movimento, não raro os mais variados tipos de mídia, deturpam suas ações. No meio deste conflito vemos a infância difícil dos filhos de assentados. Lutar pela dignidade faz parte de suas cartilhas desde muito pequenos.
Em janeiro deste ano estive no acampamento “Irmã Jandira” na cidade de São José do Cerrito, Santa Catarina. Um lugar inóspito de difícil acesso. Abriga cerca de 200 famílias e uma média de 80 crianças. Mesmo com as condições precárias a professora Stefane (também acampada) dá lições de matemática, português e história. Todas frequentavam a escola.
Nos dias que fiquei, encontrei milhares de desafios e ensinamentos. Saber que é possível ser feliz com muito pouco e que não precisamos de quase nada que temos, foi fundamental para uma mudança interna. Cada sorriso nestas fotos posso ter a certeza que são o mínimo que pude ver. A curiosidade infantil perpetrava por todas as brincadeiras, desde as pipas até os jogos de “bolita”. Há uma nova sociedade dentro deste país, a sociedade que muitos acreditavam utopia. Não há fome muito menos miséria, o que vi foi um desprendimento de tudo que é supérfluo. Não vêm TV, usam este tempo para conversas e brincadeiras sadias. Os pais se conhecem e podem confiar seus filhos a outrem. Os idosos são responsáveis pelo saber e também por passar este conhecimento. Se joga futebol com o mesmo empenho que se tem em conhecer a natureza. Se bebe das melhores fontes do saber, o empírico e o teórico em Paulo Freire, Josué de Castro, Florestam Fernandes e tantos outros. O fato é que temos muito a aprender com os sem-terrinha, uma fonte inesgotável de vida e felicidade.

O Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-terra, tem mais de 25 anos. Hoje adultos, crianças das primeiras ocupações, realizam trabalhos de base e fomentam a luta pela função social da terra. Vivenciamos um momento de extrema criminalização do movimento, não raro os mais variados tipos de mídia, deturpam suas ações. No meio deste conflito vemos a infância difícil dos filhos de assentados.
Lutar pela dignidade faz parte de suas cartilhas desde muito pequenos.
Em janeiro deste ano estive no acampamento “Irmã Jandira” na cidade de São José do Cerrito, Santa Catarina. Um lugar inóspito de difícil acesso. Abriga cerca de 200 famílias e uma média de 80 crianças. Mesmo com as condições precárias a professora Stefane (também acampada) dá lições de matemática, português e história. Todas frequentavam a escola.
Não vêm TV, usam este tempo para conversas e brincadeiras sadias. Os pais se conhecem e podem confiar seus filhos a outrem. Os idosos são responsáveis pelo saber e também por passar este conhecimento. Se joga futebol com o mesmo empenho que se tem em conhecer a natureza. Se bebe das melhores fontes do saber, o empírico e o teórico em Paulo Freire, Josué de Castro, Florestam Fernandes e tantos outros. O fato é que temos muito a aprender com os sem-terrinha, uma fonte inesgotável de vida e felicidade.
Nos dias que fiquei, encontrei milhares de desafios e ensinamentos. Saber que é possível ser feliz com muito pouco e que não precisamos de quase nada que temos, foi fundamental para uma mudança interna. Cada sorriso nestas fotos posso ter a certeza que são o mínimo que pude ver. A curiosidade infantil perpetrava por todas as brincadeiras, desde as pipas até os jogos de “bolita”. Há uma nova sociedade dentro deste país, a sociedade que muitos acreditavam utopia. Não há fome muito menos miséria, o que vi foi um desprendimento de tudo que é supérfluo.

MARIANE DA SILVA PISANI
integrante do NAVI e mestranda no Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social da UFSC

Ocupações e apropriações no espaço urbano da cidade de Florianópolis
(Março de 2010)

Sinopse:

A presente exposição é parte do trabalho apresentado à disciplina de Antropologia Urbana no segundo semestre de 2009, ministrada pela professora Alicia Castells. O trabalho em questão procurou estabelecer relações entre as teorias estudadas em sala de aula e o ambiente vivo à nossa frente. Aqui, ficamos com as imagens que retratam alguns modos de ocupação e de apropriações feitas pelas pessoas no espaço urbano da cidade de Florianópolis.

JOÃO CARLOS ALMEIDA
integrante do Núcleo de Estudos Arte, Cultura e Sociedade na América Latina e Caribe (MUSA)

Crianças Alto-Xinguanas
(março de 2010)

Sinopse:

No Xingu, o velho é o dono do conhecimento, o adulto é o dono da aldeia e a criança é a dona do mundo.”
A infância alto-xinguana é uma verdadeira lição de sociabilidade.
Na aldeia as pessoas que tem mais liberdade são as crianças; circulam por (quase) todos os espaços, até mesmo aqueles que seus pais nunca habitariam.
As crianças aprendem brincando: pescarias, plantios, trabalhos manuais ou as práticas rituais são o centro das brincadeiras infantis.
O cuidado é mútuo; pais e avôs cuidam de suas crianças assim como as crianças cuidam de seus pais e parentes, em uma educação que preza pela transmissão de bens, valores, nomes e habilidades.
E se há, por parte dos indígenas, a preocupação pela manutenção da cultura e transmissão do conhecimento, além das questões ambientais, é comum ouvir que são para os netos crescerem em uma cultura forte. Isso em uma época em que os mundos ocidental e indígena se cruzam cada vez mais.

MAYCON MELO
integrante do NAVI e mestrando no Programa de Pós-Graduação em Antropologia Social da UFSC.

O Morro do Torquato apresenta: A Corrida de Bateras (Barra da Lagoa)
(Novembro e Dezembro de 2009)

Sinopse:

“Se vocês quiserem filmar, filma. Eu vou fazer essa brincadeira antes que eu morra. Se não, ninguém faz não.” Dona Maria

O Morro do Torquato fica na da Barra da Lagoa. Ao contrario da maioria dos morros não é subindo ladeiras que os moradores chegam as suas casas. É preciso atravessar o canal que liga a Lagoa da Conceição ao mar. A ponte é a batera que se divide em vias a homens e mulheres.

Em setembro de 2009 Dona Maria, 79 anos, organizou uma corrida de bateras. A corrida de bateras, que por anos foi realizada durante a Festa da Tainha, pela primeira vez tornou-se um evento com autonomia própria. A Festa já não acontece por diferenças políticas. A Corrida de Bateras passou a existir.

Um resgate? Com certeza um destaque, um ressalte, um alarde.

Aquilo que talvez seja a maior peculariedade dos moradores do Morro do Torquato recebeu foco. A batera, desatada da linguagem referencial diária, ganhou modulação estética que tornou emergente os aspectos culturais e políticos desse grupo.

A Corrida de Bateras reuniu num mesmo evento pescadores, comerciantes e estrangeiros. A atividade, organizada por uma rede de mulheres, produziu uma auto mise en scene direcionada ao poder civil e público. Celulares, maquinas fotográfica e câmeras digitais foram acionadas e não só acompanharam como fizeram parte daquilo que ficou visto reverberando pelo canal.

Essa exposição traz fotos do acervo da ONG Comuna Visual disponibilizadas por familiares e amigos dos participantes da Corrida.

SÉRGIO GIRON
integrante do NAVI

O Enterro da Baleia (Campeche)
(Novembro de 2009)

Sinopse:

A Terra e o Mar, a Vida e a Morte. Entre eles fronteiras, limiares, lugar de sujeira e de potência. A imagem como instrumento de conhecimento. Quem nunca presenciou um enterro de baleia pode conhecer como fazem este funeral os humanos de Florianópolis. Algum texto teria esta capacidade de descrição, conduziria a esta imagem?
Esta série de fotografias interrelacionadas têm vigor na comunicação de informações. Elas criam uma narrativa, contam um fato, pretendem-se um ensaio sobre curiosos, cientistas e trabalhadores em um dia fora no normal na praia do Campeche. As fotos dizem, afirmam, discursam, são experimento também, podem tornar-se parte de um repertório novo de experiências ao espectador

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